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Meios Físicos em Reabilitação-Termoterapia

Cada paciente deve ser avaliado cuidadosamente, para se determinar qual forma de tratamento será mais indicada, e as prescrições devem ser individualizadas, precisas, completas e muito criteriosas.

  • TERMOTERAPIA

Defini-se como terapia por meio da temperatura, isto é, dos efeitos do calor (por adição) e do frio (por subtração) sobre os diferentes tecidos do corpo humano.

  1. TERMOTERAPIA POR ADIÇÃO

Significa terapia com calor. Consiste na aplicação de calor superficial, por condução (parafina, compressa quente) ou convecção (infra-vermelho, forno de Bier) e profundo, por conversão (ondas curtas, microondas e ultra-som). Isso provoca um aumento da temperatura dos tecidos estimulando a termorregulação corporal. Quando há aumento excessivo da temperatura corporal, o sistema termostático utiliza três mecanismos básicos para a redução de calor, são eles:

1. Vasodilatação (aumenta a transferência de calor para a pele);

2. Transpiração e evaporação de água;

3. Aumento das trocas metabólicas (aumento da síntese protéica e da atividade enzimática e modificação da permeabilidade da membrana celular).

Os efeitos fisiológicos da termoterapia por adição incluem: melhora do metabolismo e da circulação local, aumento da extensibilidade dos tecidos moles, relaxamento muscular, analgesia, redução da rigidez articular, redução do peso, celulite, modelação do corpo. A hipertermoterapia também é indicada em tratamentos corporais que requeiram o uso de calor localizado (como por exemplo, na redução de dor em musculopatias crônicas).

A termoterapia por adição é contra-indicada durante a fase aguda de processos inflamatórios, traumáticos ou hemorrágicos e quando há discrasias sanguíneas, isquemias ou estases venosas teciduais, radioterapia localizada, infecções regionais, anormalidades cognitivas e hipoestesia regional que comprometem a percepção ou o relato da ocorrência de hipertermia e de queimaduras. Além dessas contra-indicações, as ondas curtas devem ter sua aplicação evitadas em doentes com implantes metálicos por induzir possível mau funcionamento dos equipamentos.

Em casos de doentes com osteoporose acentuada, as ondas curtas acentuam a dor. Nestes casos, recomenda-se o uso de calor superficial.

  1. 2. TERMOTERAPIA POR SUBTRAÇÃO

É o termo usado para descrever a terapia com frio. O frio pode ser aplicado como compressas, bolsas com agentes frios e aerossóis refrigerantes. Bolsas refrigeradas contendo água ou material geliforme, gelo picado ou gelo “mole” (mistura congelada de três partes de água com uma parte de álcool) são amplamente utilizados. Assim, a termoterapia por subtração utiliza o frio na forma líquida (água), sólida (gelo) e gasosa (gases) com o propósito terapêutico de retirar o calor do corpo induzindo a um estado de hipotermia para favorecer uma redução da taxa metabólica local e promover a diminuição das necessidades de oxigênio pelas células. O mecanismo termostático adota, no frio, três mecanismos opostos ao da hipertermoterapia. São eles:

1. Vasoconstricção reflexa (ou por aumento da atividade neurovegetativa simpática ou por ação direta do frio nos vasos sanguíneos);

2. Diminuição da sudorese e aumento do tônus muscular (calafrios);

3. Diminuição das trocas metabólicas.

Dentre os efeitos fisiológicos ocasionados pelo uso da crioterapia estão: anestesia, redução da dor, redução do espasmo muscular, redução de hematomas e equimoses, melhora da amplitude de movimento, redução da inflamação em processos agudos e quebra do ciclo dor-espasmo-dor. È indicada também para tratar flacidez de pele, reduzir edemas e hematomas pós-operatórios e aumentar a rigidez muscular.

O frio proporciona analgesia, às vezes mais eficaz e mais precoce e duradoura que o calor. Porém, apesar de bastante eficaz no alívio da dor, a crioterapia é pouco utilizada em nosso meio porque a maioria dos doentes e profissionais de saúde é pouco familiarizada com seu uso.

A termoterapia por subtração deve ser evitada em áreas anestesiadas, em doentes com alteração da consciência e da cognição, em casos de alergia ou intolerância ao frio, doença de Raynaud, crioglobulimenia, hemoglobinúria paroxística ao frio, paramiotonia congênita, insuficiência circulatória e em processos artríticos ou rigidez articular.

OBSERVAÇÃO: A combinação de crioterapia e termoterapia por adição, ou seja, os banhos de contraste são mais eficazes do que o calor ou frio isoladamente e apresenta intenso efeito vasomotor. É indicada quando é objetivado efeito analgésico maior e resolução mais acentuada do edema. Não é, entretanto, recomendada em locais de radioterapia recente e em doentes com alergia ao frio.

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